CARTA AO FLÁVIO

CARTA PARA O FLÁVIO AUGUSTO – Uma história sobre propósito, inspiração e educação

Olá, Flávio.

A bem da verdade, acho difícil que leia esse post.

Eu compreendo.

Mas preciso agradecer como impactou minha vida.

Quero compartilhar o quanto me inspirou.

Na verdade, quero gritar isso.

Você me fez ter orgulho de ter vindo de baixo.

Nunca tive tanta clareza sobre meu propósito quanto agora, mas também nunca senti tanto medo.

É a responsabilidade de comer a maça do bem e do mal. 

Não há mais ignorância, mas é assustador.

Sou servidor público e passei em 15 concursos de alta concorrência, de modo que realizei o sonho que muita gente almeja.

Ou seja, trabalhei para ter uma vida estável e colho os frutos, mas sinto que ainda estou carente de um propósito de vida. Uma missão … uma paixão.

Estudando para concursos, percebi o quanto o sistema educacional é um grande estelionato: Anos de conhecimentos irrelevantes, com uma filosofia conceitual e teórica de igualdade e de que competição é algo ruim e que ninguém pode ser frustrado e jamais reprovado.

Mas ninguém te avisa que será jogado em um cenário que a competição é extrema, talvez muito maior do que devesse ser.

Por exemplo, há essa ideia de faculdades e escolas públicas “gratuitas” em nossa sociedade.

Na prática, muitas pessoas com a renda um pouquinho melhor não têm coragem de colocar seus filhos na escola pública e acabam pagando duplamente pelo mesmo serviço.

Nem os próprios professores colocam seus filhos na escola pública.

Agora vamos pegar, por exemplo, cursos como medicina, Engenharia e Direito nas Universidades públicas.

Quase que majoritariamente apenas pessoas com renda alta tem acesso, pois é muito mais difícil para um estudante que não tem a disponibilidade de tempo e apoio familiar lutar em igualdade de condições.

Devido ser gratuita, faz com que as vagas sejam muito escassas tornando a competição extrema e fratricida.

Eu falo por experiência, é muito cansativo e doloroso lutar contra essas regras vindo da base da pirâmide.

O pior: há uma armadilha perversa nisso. Na prática, aquele aluno que se dispõe a conquistar um cargo público ou uma vaga na universidade federal terá que gastar mais tempo e dinheiro para ser aprovado, pois terá que fazer, na raça, o que a escola não foi capaz de ensiná-lo: aprender.

Não sei se isso é errado. Talvez sejam as regras do jogo. Mas tive que aprender sozinho essas regras.

Graças a Deus, agora estou em uma posição privilegiada e tenho o conhecimento e recursos necessários para que meus filhos não entrem nesse jogo.

Suas palavras acerca do ensino nas escolas na época não faziam muito sentido para mim, mas hoje eu consigo entender.

Não quero mais que meus dois filhos ainda pequenos sigam por essa lógica de estudar 20 anos de conhecimentos que nunca usarão.

Quero inspirá-los a terem pensamento crítico, desenvolver liderança, tratar com pessoas, e deixar um legado para a sociedade.

Quero que paguem muitas multas nas bibliotecas.

Bem… em suma, Eduque-se apesar da escola é um mantra para mim graças a você.

Ai entra o empreendedorismo.

Tirando ideias rasas que escondem o quanto é realmente difícil, o empreendedorismo parece-me mais adequado para a construção de uma sociedade melhor e com mais oportunidades para as futuras gerações.

Sem cair naquelas armadilhas de boas intenções que parecem lindas, mas que na prática geram resultados contrários e as desigualdades que juram combater.

A maior distribuição de renda que existe chama-se emprego.

É por meio da criação de empregos que a renda realmente é distribuída com um caráter mais justo do que qualquer sistema ideologicamente utópico, pois, entendo eu, o ser humano tende a ser mais criativo em situações de escassez e tende a se manter na inércia em situações de conforto.

É biológico: só gastamos energia se o prêmio compensar. Se não precisar de esforço, não gastamos energia.

Não poderíamos ser todos empreendedores, claro, embora um comportamento empreendedor seja recomendado em qualquer sociedade e também no Serviço público.

Bem… vou parar por aqui, para não diminuir ainda mais a chance de que leia esse post um dia.

Vou deixar o link de dois vídeos que fiz inspirados em suas palavras: A TÉCNICA DO CACHORRO BRAVO e A TEORIA DOS 06 TIROS.

Espero um dia poder conhecê-lo.

Muito obrigado por me inspirar.

 

Alexandre Bento

Especialista em preparação de alto desempenho para concursos e vestibulares, ministrando cursos e palestras acerca do tema.

Nomeado em 15 cargos públicos efetivos e atualmente é Analista da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, na área de Orçamentos públicos.

Cocriador do Método Tríade de Coaching de Concursos, Vestibulares e Enem.

Criador do canal Meu Estudo, que traz o melhor conteúdo de Técnicas de Estudo, motivação e ferramentas para potencializar seus estudos.

Criador do canal Minhas Questões de Concursos, que traz questões comentadas de concursos públicos.

Criador do canal Minhas Questões ENEM, que traz questões comentadas do ENEM.

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